Lua aparece ao fundo já de transmissão da missão Artemis II

Lua aparece ao fundo já de transmissão da missão Artemis IINasa

Os quatro astronautas da missão Artemis II já deixaram a órbita da Terra e iniciaram oficialmente sua jornada em direção à Lua. A nave Orion spacecraft realizou uma queima de motor decisiva, conhecida como injeção translunar (TLI), considerada o último grande impulso necessário para colocar a tripulação no caminho lunar. As informações são da BBC.

A manobra, que durou cinco minutos e cinquenta segundos, ocorreu sem falhas, segundo a NASA. Do interior da cápsula, o astronauta canadense Jeremy Hansen afirmou que a equipe estava “se sentindo muito bem” durante o trajeto.

Com isso, a missão passa a seguir uma trajetória em forma de laço ao redor do lado oculto da Lua, antes de retornar à Terra. Trata-se da primeira vez desde 1972 que humanos deixam a órbita terrestre, marco que remete diretamente à era do Apollo program.

Os astronautas da NASA Reid Wiseman, comandante do Artemis II, à esquerda, Victor Glover, piloto do Artemis II, Christina Koch, especialista da missão Artemis II, e o astronauta da CSA (Agência Espacial Canadense) Jeremy Hansen, especialista da missão Artemis II, à direita, param para uma fotografia de grupo enquanto visitam o foguete Artemis II SLS (Sistema de Lançamento Espacial) da NASA e a espaçonave Orion, segunda-feira, 30 de março de 2026, no Complexo de Lançamento 39B do Centro Espacial Kennedy da NASA, na FlóridaDivulgação/Nasa/Bill Ingalls

Antes da manobra final, a Orion permaneceu cerca de um dia em uma órbita terrestre elevada, período em que sistemas de navegação, propulsão e suporte à vida foram cuidadosamente verificados. Após a aprovação final, o motor principal foi acionado, acelerando a nave em milhares de quilômetros por hora.

A expectativa da NASA

A expectativa da NASA é que a trajetória leve a tripulação a uma distância superior a 7.600 quilômetros além da Lua, potencialmente ultrapassando o recorde estabelecido pela missão Apollo 13, dependendo de ajustes finos no trajeto.

Durante a primeira videoconferência pública após o lançamento, o comandante Reid Wiseman descreveu a experiência como inesquecível. Segundo ele, a equipe ficou impressionada ao observar a Terra inteira, de polo a polo, diminuindo lentamente no horizonte.

Apesar da complexidade da manobra, a TLI não representa um ponto sem retorno. Caso necessário, os controladores ainda podem realizar uma inversão de trajetória para trazer a tripulação de volta. Nas primeiras 36 horas, essa seria a forma mais rápida de retorno em caso de emergência.

O gerente do programa Orion, Howard Hu, destacou que centenas de milhares de simulações foram realizadas para garantir a segurança da missão. Após a execução bem-sucedida da manobra, ele celebrou: “Foram dias incríveis”.

À medida que a nave avança pelo espaço profundo, as imagens prometem se tornar ainda mais impactantes. A Terra, agora vista como um pequeno ponto azul, dá lugar a uma Lua crescente no campo de visão dos astronautas.

Por volta do sexto dia de missão, a tripulação deverá presenciar um eclipse solar total visto do espaço, quando a Lua se posiciona exatamente entre o Sol e a nave, revelando a coroa solar brilhante ao redor.

Para os astronautas, que afirmaram estar “vidrados na janela”, a experiência vai além da ciência: é um lembrete do potencial humano. A missão Artemis II marca mais um passo rumo ao retorno definitivo da humanidade à superfície lunar.

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