Bebê que chegou morto a UPA de BH: o que se sabe sobre o caso


Casal é preso por morte de bebê
Um bebê chegou morto à UPA Oeste, em Belo Horizonte, nesta semana. Segundo a equipe médica da unidade, a criança apresentava sinais de violência pelo corpo.
Por se tratar de uma morte suspeita, a Polícia Civil abriu uma investigação e prendeu o casal responsável pelo menino. Conforme a instituição, informações preliminares do Instituto Médico Legal (IML) apontaram que a vítima sofreu lesões incompatíveis com qualquer tipo de acidente.
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Veja, a partir dos seguintes pontos, o que se sabe sobre o caso:
Como o bebê chegou à UPA Oeste?
O que o padrasto da criança alegou?
Quem foi preso?
O que a Polícia Civil constatou?
O que a mãe da criança disse?
Quais crimes são investigados?
Como o bebê chegou à UPA Oeste?
O bebê, de um ano e oito meses, foi levado à UPA Oeste, em Belo Horizonte, pelo padrasto, de 32, na noite da última terça-feira (7). No entanto, pela temperatura corporal, o menino já estava morto havia cerca de uma hora quando chegou à unidade, conforme o boletim de ocorrência.
De acordo com a equipe médica, a criança apresentava sinais de violência, como hematomas pelo corpo, sangramentos no nariz e na fralda, um olho roxo e desnutrição.
O que o padrasto da criança alegou?
À PM, o padrasto disse que o bebê se engasgou ao ficar sozinho em casa. Ele relatou que saiu para visitar a companheira, que estava em trabalho de parto em um hospital, e encontrou o enteado desacordado após deixá-lo desacompanhado durante cerca de três horas.
Quem foi preso?
Inicialmente, o padrasto foi levado à delegacia, ouvido e liberado. No entanto, ele e a mãe do menino, de 26, foram presos na quarta-feira (8), dia seguinte ao início das investigações.
O casal foi localizado no Instituto Médico Legal (IML) enquanto fazia o reconhecimento do corpo do bebê e encaminhado para prestar depoimento.
O que a Polícia Civil constatou?
Após prender o casal, a Polícia Civil de Minas Gerais afirmou, nesta quinta-feira (9), que informações preliminares do Instituto Médico Legal (IML) apontaram que a vítima sofreu lesões incompatíveis com qualquer tipo de acidente.
Segundo a instituição, os machucados indicavam agressões constantes, e a possível causa do óbito foi uma hemorragia interna.
“Friso que essas lesões eram de curto, médio e longo prazo […]. Diante de todos os elementos, nós entendemos que o padrasto a espancou, praticou diversos golpes, fazendo com que ela viesse a sofrer uma hemorragia interna e, em razão disso, foi a óbito”, disse o delegado Matheus Moraes Marques, do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O que a mãe da criança disse?
Testemunhas disseram que a mãe do bebê havia saído para dar à luz e deixou os dois filhos com o padrasto. Uma das crianças, de quatro anos, foi encontrada em situação precária e levada ao Conselho Tutelar.
“Foi observado que a vítima e seu irmão mais velho eram constantemente agredidos e sofriam maus-tratos tanto pelo padrasto quanto pela própria genitora. A genitora tinha ciência dessas agressões, apresentou inicialmente uma versão falsa, depois acabou mudando e querendo colocar a culpa só no padrasto”, completou o delegado.
Quais crimes são investigados?
O padrasto foi preso por homicídio qualificado, e a mãe do bebê deve responder por maus-tratos com resultado morte. Conforme a Polícia Civil, os dois foram encaminhados ao sistema prisional e estão à disposição da Justiça.
Em nota, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que a mulher depende de uma decisão judicial para que possa ficar com o filho recém-nascido durante o período de custódia. “Neste caso, ela seria transferida para o Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, em Vespasiano, que é uma unidade prisional específica para este perfil de presa”, explicou a pasta.
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UPA Oeste, na Avenida Barão Homem de Melo, em BH
Reprodução/TV Globo
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