Pacífico aquece e indica El Niño mais próximo

El Niño pode provocar chuvas mais intensasReprodução/ Metsul Meteorologia

O aquecimento do Oceano Pacífico já começa a aparecer e deve mexer com o clima em várias partes do mundo ainda neste ano. Meteorologistas apontam 61% de chance de formação do El Niño entre maio e julho. Se isso se confirmar, os efeitos podem surgir já no segundo semestre.

Algumas regiões podem ter temporais mais frequentes, enquanto outras enfrentam períodos mais secos. Esse tipo de mudança costuma afetar lavouras, reservatórios e o custo da energia.

A previsão também indica 25% de chance de o fenômeno vir mais forte do que o normal. Quando isso acontece, os impactos costumam ser mais intensos e menos previsíveis.

Os dados são do Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos e foram divulgados pelo The New York Times. O cenário aparece logo após o fim do La Niña, que predominou no último período e costuma provocar o efeito contrário.

O que está em curso agora é uma troca de fase. Os ventos que empurram a água quente no Pacífico perderam força. Com isso, o calor se concentra na parte central e leste do oceano e começa a interferir no clima.

Esse aquecimento muda a forma como o ar circula no planeta. É isso que altera o caminho das frentes frias e a distribuição das chuvas.

Nem sempre o resultado é igual. Mesmo quando o El Niño se forma, os efeitos variam bastante de um ano para outro. Nos Estados Unidos, por exemplo, o fenômeno costuma trazer mais chuva para a Califórnia, mas isso nem sempre se confirma.

Histórico aponta margem de erro

Em 2015 e 2016, um dos episódios mais fortes já registrados não entregou o volume esperado de chuva na região. O histórico mostra que há margem de erro nas previsões.

Desde 1950, foram apenas cinco eventos classificados como fortes e outros cinco como muito fortes. Isso ajuda a explicar por que os meteorologistas tratam o cenário atual com cautela.

Se o El Niño avançar, os impacttos devem aparecer em diferentes regiões. No Brasil, há histórico de mais chuva no Sul e risco de seca em partes do Norte e Nordeste, embora o efeito varie a cada episódio.

O monitoramento segue nas próximas semanas. A confirmação depende de o aquecimento se manter por mais tempo no Pacífico.

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