Fachin se reúne com governador em exercício do RJ e diz que Judiciário apoia gestão


Da esquerda para a direita: Ricardo Couto e Edson Fachin
Reprodução/TV Globo
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se encontrou nesta sexta-feira (10) com o governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto.
Fachin participou de um evento sobre direitos humanos com outros desembargadores e vítimas da violência e, depois, almoçou com Couto.
Após o encontro, o ministro falou com jornalistas e afirmou que, embora essa não seja a vocação original da Justiça, a cúpula do Judiciário dá apoio para que o desembargador cumpra a missão de governador.
Couto assumiu o cargo após a renúncia de Cláudio Castro, em 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que resultou na inelegibilidade do então governador por 8 anos.
O STF ainda vai decidir sobre o formato da eleição para um mandato-tampão no estado.
Na quinta-feira (9), o ministro Flávio Dino pediu vista, e o julgamento foi suspenso. Até o momento, o placar está em 4 votos a favor de eleição indireta e 1 pela eleição direta.
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Dino pede vista e julgamento sobre eleições no Rio é suspenso
Julgamento no STF
O STF analisa ações apresentadas pelo PSD para definir se a escolha do novo governador será direta, com voto popular, ou indireta, feita pela Alerj.
O julgamento começou na quarta-feira (8), com os votos de Cristiano Zanin, favorável à eleição direta, e Luiz Fux, que defendeu o modelo indireto.
Nesta quinta, o ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu a análise. Antes da suspensão da sessão, porém, André Mendonça pediu para antecipar o voto e acompanhou a posição pela eleição indireta. Ele foi seguido por Nunes Marques e Cármen Lúcia, formando placar de 4 a 1 nesse sentido.
Dino argumentou que é necessário aguardar a publicação do acórdão do TSE sobre a cassação do mandato de Castro. Segundo o ministro, é preciso verificar se a renúncia foi considerada válida pela Corte Eleitoral antes de definir o modelo de eleição.
A ministra Cármen Lúcia, que também preside o TSE, afirmou que o acórdão deve ser publicado em breve.
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