
A tripulação da Artemis II retorna à Terra nesta sexta-feira (10), com pouso previsto no Oceano Pacífico, encerrando uma jornada de 10 dias de exploração ao redor da Lua. No momento final da descida, a cápsula realizará uma amerissagem ao atingir as águas do oceano.
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Apesar de soar curioso e um tanto incomum, o termo está correto e utilizado tanto na aviação quanto na exploração espacial.
O significado é simples e parecido ao pouso em solo firme, ou seja, a aterrissagem. Porém, segundo a Agência Nacional de Aviação (ANAC), no caso da amerissagem trata-se de um pouso controlado realizado na água, mais especificamente no mar.
Retorno à Terra
O retorno dos astronautas da Artemis II será transmitido ao vivo pelos canais oficiais da Nasa. A fase de reentrada deve durar cerca de 13 minutos e inclui um período de aproximadamente seis minutos sem comunicação com a Terra, causado pela formação de plasma ao redor da espaçonave.
Durante esse intervalo, a velocidade da Orion será reduzida até a abertura dos paraquedas de frenagem, que desacelerarão a nave para cerca de 32 km/h antes do contato com o mar.
Após o pouso no Oceano Pacífico, equipes de resgate devem chegar rapidamente ao local, com a previsão de retirada dos astronautas em até duas horas. Em seguida, eles serão levados à Base Naval de San Diego e devem retornar ao solo firme em até 24 horas.
Missão Artemis II

A Artemis II é a segunda etapa do Programa Artemis e marca o primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos. A missão teve início com o lançamento do foguete SLS (Space Launch System) da Nasa, em 1º de abril, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, levando humanos novamente em direção ao satélite natural desde 1972.
O principal objetivo da missão foi voltado à testar, em condições reais, sistemas e protocolos essenciais para viabilizar a presença humana sustentável na Lua e, futuramente, em Marte.
A missão Artemis II é considerada uma etapa fundamental para validar tecnologias que permitirão missões tripuladas mais complexas, incluindo o retorno à superfície lunar.
Durante a jornada de 10 dias, a missão também estabeleceu um marco ao levar a tripulação à maior distância já alcançada por seres humanos no espaço. Esse percurso permitiu a observação direta do lado oculto da Lua, um dos momentos mais simbólicos da missão.
Outro destaque foi o registro de um eclipse solar total visto do espaço, com duração de cerca de 53 minutos, enquanto a nave contornava a face não visível da Lua.
Ao longo de toda a exploração espacial, os astronautas e as equipes em solo avaliaram o desempenho da Orion em ambiente de espaço profundo, realizando testes operacionais e interagindo diretamente com os sistemas da espaçonave.
