Cardiologista é investigado por 40 casos de crimes sexuais

O médico está preso preventivamente e investigações buscam mais casosDivulgação: Polícia Civil do Rio Grande do Sul

O número de possíveis vítimas do médico Daniel Pereira Kollet subiu para 40, informou a Polícia Civil na sexta-feira (10). O Cardiologista segue preso preventivamente desde o dia 30 de março, quando apenas três depoimentos tinham sido colhidos. Todas as possíveis vítimas são mulheres e o médico é suspeito pelos crimes de importunação sexual, violação sexual mediante fraude, estupro e estupro de vulnerável. O advogado Ademir Campana, que representa o médico, questiona a consistência das denúncias e aponta para o intervalo de tempo entre os supostos acontecidos e os relatos apresentados. O advogado acrescenta que “há menções envolvendo pessoas que, em princípio, sequer eram pacientes” do médico Daniel Kollet. A investigação começou em Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre, mas ampliou o escopo após relatos de vítima da capital. A Polícia acredita que a conduta criminosa ocorria há dois anos pelo menos. Na quarta-feira (08), agentes realizaram buscas e apreensões em locais ligados ao médico e recolheram pendrives, telefones e computadores. Os materiais dos aparelhos estão em análise. Um pedido de liberdade contra a prisão preventiva do médico foi protocolado e aguarda análise judicial, acrescentou Campana. Denúncias anônimas podem ser direcionadas ao telefone (51) 98443-3481.

Mulher do médico ficou em silêncio em depoimento

A mulher do cardiologista Daniel Pereira Kollet ficou em silêncio durante depoimento à Polícia Civil, na delegacia de Taquara, nesta quinta (09). Segundo a Polícia, ela trabalhou na recepção do consultório onde o médico teria cometido crimes sexuais. A identidade da profissional de saúde não foi divulgada.

O advogado Ademir Campana, que representa o casal, sustenta que “[ela] nunca presenciou qualquer conduta relacionada às acusações dirigidas ao seu marido, tampouco teve conhecimento dos fatos por meio da suposta vítima ou de terceiros”.

Entenda o caso

De acordo com o delegado Valeriano Garcia Neto, os relatos das vítimas entram em consenso sobre como o médico Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, agia nas consultas. Ele pedia para que pacientes mulheres se despissem e aproveitava para praticar os crimes com contatos físicos inapropriados. Ao final, sempre pedia sigilo. Há ao menos um caso em que a vítima relata ter sido dopada durante o atendimento. 

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