
RJ é o estado que tem maior proporção de mulheres do país, aponta PNAD
O Rio de Janeiro é o estado com a maior diferença entre homens e mulheres do país. Segundo dados da PNAD Contínua, do IBGE, são 91,4 homens para cada 100 mulheres — a maior proporção feminina entre todas as unidades da federação.
Em quase todas as faixas etárias, elas são maioria. A exceção está entre jovens de 20 a 24 anos, com 106 homens para cada 100 mulheres, e na faixa de 30 a 39 anos, onde há praticamente equilíbrio. Já entre pessoas com 60 anos ou mais, a diferença se amplia: são apenas 70,3 homens para cada 100 mulheres.
Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, a diferença tem explicação ao longo da vida. “Nascem mais homens do que mulheres historicamente. O problema é que, ao longo da vida, os homens morrem muito mais cedo do que as mulheres, seja por falta de cuidado com a saúde, seja por falta de segurança, um ambiente mais violento. Eles se arriscam mais em várias questões da vida, e isso causa essa diferença entre homens e mulheres.”
O levantamento também mostra que o estado concentra 8,1% da população brasileira, com cerca de 17,2 milhões de habitantes, sendo o terceiro mais populoso do país, apesar de ter o terceiro menor território.
Proporção de homens para cada 100 mulheres no RJ
Reprodução/RJ2
Os dados apontam ainda uma mudança no perfil das moradias. No Rio, 23,5% da população vive sozinha — acima da média nacional, de 19,7%, indicando uma tendência de crescimento desse tipo de arranjo domiciliar.
Apesar dos indicadores demográficos, o estudo revela desafios em infraestrutura. A cobertura da rede de abastecimento de água no estado é apenas a 11ª do Brasil, atendendo 88,2% da população. Quando se considera a disponibilidade diária, o Rio cai para a 19ª posição, com 84,8%.
No acesso à rede de esgoto, o cenário é mais favorável: o estado tem o segundo melhor índice do país, com 91% de cobertura, atrás apenas de São Paulo, com 94,5%. Ainda assim, foi o que menos avançou na expansão do serviço no Sudeste nos últimos anos — crescimento de apenas 1% em sete anos.
Já a coleta de lixo apresentou recuo. O serviço atende hoje 90,1% da população, índice inferior ao registrado em 2016.
Os dados evidenciam um retrato de contrastes: enquanto o Rio se destaca em aspectos demográficos e sociais, ainda enfrenta dificuldades importantes na oferta de serviços básicos.
No estado fluminense, um dado chama a atenção: há mais mulheres do que homens. A proporção é de 91,4 homens para cada 100 mulheres — a maior diferença entre os estados brasileiros. Em quase todas as faixas etárias, elas são maioria.
A exceção está entre jovens de 20 a 24 anos, faixa em que há mais homens do que mulheres, com 106 para cada 100. Entre pessoas de 30 a 39 anos, a proporção é praticamente equilibrada. Já entre idosos com 60 anos ou mais, a diferença aumenta: são apenas 70,3 homens para cada 100 mulheres.
Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, a diferença tem explicação ao longo da vida. “Nascem mais homens do que mulheres historicamente. O problema é que, ao longo da vida, os homens morrem muito mais cedo do que as mulheres, seja por falta de cuidado com a saúde, seja por falta de segurança, um ambiente mais violento. Eles se arriscam mais em várias questões da vida, e isso causa essa diferença entre homens e mulheres.”
O levantamento também mostra que o Rio acompanha uma tendência nacional que vem crescendo nos últimos anos: o aumento de pessoas que vivem sozinhas. No estado, 23,5% da população mora dessa forma — acima da média brasileira, de 19,7%.
Apesar dos indicadores demográficos, os dados revelam desafios em infraestrutura. A cobertura da rede de abastecimento de água no Rio é apenas a 11ª do país, alcançando 88,2% da população. Quando se considera a disponibilidade diária de água, o estado cai para a 19ª posição, com 84,8%.
Acesso à rede de esgoto
No acesso à rede de esgoto, o cenário é mais positivo: o Rio tem o segundo melhor índice do Brasil, com 91% de cobertura, atrás apenas de São Paulo, que chega a 94,5%. Ainda assim, foi o estado do Sudeste que menos avançou na expansão do serviço nos últimos anos — crescimento de apenas 1% em sete anos.
Outro ponto de atenção é a coleta de lixo. O serviço teve redução de alcance em relação a 2016 e hoje atende 90,1% da população, índice inferior ao registrado há quase uma década.
Os dados reforçam contrastes do estado: ao mesmo tempo em que concentra grande parte da população brasileira e apresenta indicadores sociais relevantes, ainda enfrenta gargalos importantes em serviços básicos.
