
Um vídeo que viralizou nas redes sociais documentou o som de um datacenter de 40 megawatts em Dowagiac, cidade pequena do estado de Michigan, nos Estados Unidos. No registro, é possível ouvir um barulho grave e ininterrupto, que os vizinhos comparam a um ar-condicionado enorme.
O barulho de um datacenter nunca cessa. A poluição sonora das centrais de dados usadas por gigantes da tecnologia vem da soma de milhares de ventoinhas industriais, bombas d’água e sistemas de refrigeração ligados 24 horas por dia, para impedir que ele superaqueçam. pic.twitter.com/ms07oIoqwI
— iG (@iG) July 24, 2026
Você sabia que o ruído de um datacenter nunca cessa? A poluição sonora das centrais de dados usadas por gigantes da tecnologia vem da soma de milhares de ventoinhas industriais, bombas d’água e sistemas de refrigeração ligados 24 horas por dia, sete dias por semana, para impedir que os servidores superaqueçam.

O problema, porém, não está apenas no volume. Boa parte da energia desse barulho se concentra em frequências baixas, entre 20 Hz e 250 Hz, na faixa do infrassom. O som grave percorre distâncias maiores, atravessa paredes com facilidade e é difícil de isolar. Além disso, uma grande vibração também é sentida por pessoas próximas, já que o ruído transmite energia mecânica para estruturas e para o corpo.

Os efeitos dessa poluição sonora são diversos, mas os animais levam a pior. Bicho não fecha janela nem usa fone com cancelamento de ruído, afinal. São várias as espécies que dependem do som para se localizar, encontrar abrigo e achar comida, ou seja, para sobreviver. Uma fonte de som permanente instalada próxima da fauna local muda todo o habitat.

Com as pessoas, o efeito também é prejudicial. O barulho contínuo de um data center afeta a saúde de quem mora perto, causando principalmente insônia, dores de cabeça e estresse crônico, além de quadros de ansiedade e distúrbios de sono. Segundo especialistas, o cérebro nunca deixa de processar o estímulo, mesmo depois de a pessoa se acostumar.
O Brasil concentra a maior quantidade de datacenters da América Latina, sobretudo em São Paulo. Há cerca de um mês, a big tech Ascenty anunciou um investimento de R$ 6 bilhões para construir mais quatro unidades.
