
Atos do Dia do Trabalhador já começaram na manhã desta quinta-feira (1º) em cidades como Uberlândia, Montes Claros e Goiânia. Ao longo do dia, manifestações devem ocorrer em todas as regiões do país, com paralisações, marchas e atos públicos.
Os protestos colocam pressão direta sobre o Congresso, que analisa propostas para reduzir a jornada de trabalho. Um projeto enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tramita em regime de urgência e precisa ser votado em até 45 dias. Na Câmara, uma PEC prevê corte gradual da carga semanal de 44 para 36 horas.
As mobilizações também ocorrem um dia após a derrubada, pelo Congresso, de vetos de Lula (PT) ao chamado PL da Dosimetria. A decisão muda regras de cálculo de penas e amplia o desgaste entre Executivo e Legislativo.
Centrais sindicais e movimentos organizam os atos após encontros nacionais realizados em abril, em Brasília, que reuniram milhares de trabalhadores e definiram a pauta levada às ruas.
Onde ocorrem os atos pelo país
Minas Gerais (MG)
- Belo Horizonte: Praça Raul Soares, às 9h
- Juiz de Fora: Praça Dep. Clodesmidt Riani, às 9h
- Uberaba: Praça Dr. Jorge Frange, às 9h
- Uberlândia: Praça Simone da Silva, às 8h
- Ouro Preto: Largo do Cinema até a Praça Tiradentes, às 9h
- Divinópolis: Praça Central, às 9h
- Araguari: Praça do Skate (Miranda), às 15h
- Montes Claros: Praça Dr. Carlos, às 8h
São Paulo (SP)
- São Paulo: Praça Franklin Roosevelt, às 9h
- Campinas: Largo do Pará, às 9h (acompanhe)
- Botucatu: Parque Linear, às 9h
- Jacareí: Praça do Rosário, às 9h
Rio de Janeiro e Espírito Santo
- Rio de Janeiro (RJ): Copacabana, Posto 5, às 14h
- Vitória (ES): Praça Getúlio Vargas, Centro, das 8h às 14h
- Serra (ES): Praça Encontro das Águas (Jacaraípe), às 8h
Região Sul
- Curitiba (PR): Praça 19 de Dezembro, às 13h
- Londrina (PR): Canto do Marl, às 15h30
- Maringá (PR): Av. São Paulo, 743 – Centro, às 16h
- Cascavel (PR): Calçadão em frente à Catedral, às 17h
- Paranavaí (PR): Calçadão de Paranavaí, às 9h
- Guarapuava (PR): Aterro do Parque do Lago, às 16h
- Porto Alegre (RS): Casa do Gaúcho, das 10h às 22h
- Joinville (SC): Complexo Expoville, às 10h
- Criciúma (SC): Entrada do Terminal Central, às 8h
Região Nordeste
- Salvador (BA): Bairro Cabula, às 8h
- Juazeiro (BA): Orla (frente ao Vaporzinho), às 8h30
- Fortaleza (CE): Espigão da Rui Barbosa, às 15h
- Recife (PE): Largo da Paz (Afogados), às 9h
- Natal (RN): Em frente ao Ferreira Costa, às 8h30
- João Pessoa (PB): Av. Cruz das Armas, 1717, às 8h
- Patos (PB): Praça Getúlio Vargas, às 16h
- Maceió (AL): Praça dos 7 Coqueiros (Pajuçara), às 9h
- Aracaju (SE): Praça José Andrade Góis, às 8h
- Teresina (PI): Praça da Liberdade, às 9h
Região Norte e Centro-Oeste
- Brasília (DF): Eixão 106 Sul, às 10h
- Goiânia (GO): Rua 44 (Setor Norte Ferroviário), às 8h
- Cuiabá (MT): Praça Ulisses Guimarães, às 15h
- Manaus (AM): Praça Matriz, às 9h
- Belém (PA): Ginásio Altino Pimenta (Doca), às 8h
- Boa Vista (RR): Portal do Milênio (Praça das Águas), às 17h
- Araguaína (TO): Av. Lontra, 36 (Jk), às 15h
O que está em jogo nas manifestações
O fim da escala 6×1 é o principal ponto levado às ruas. Trabalhadores pedem jornada menor sem redução de salário e defendem modelos como quatro dias de trabalho por semana.
Também estão na pauta a regulamentação do trabalho por aplicativos, com garantia de direitos, e medidas contra a pejotização.
As centrais cobram ainda fortalecimento da negociação coletiva e regras para assegurar direitos a servidores públicos. O combate ao feminicídio e à violência também aparece entre as reivindicações.
