
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira (1º), em hospital privado de Brasília (DF). Ele entrou às 9h05 no centro cirúrgico para a realização de uma cirurgia ortopédica no ombro, após aval do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Michele Bolsonaro (PL), a cirurgia tem tempo total de cinco horas
O procedimento é para tratamento e correção de lesões que causam dores crônicas e limitação de movimento do político. A internação ocorreu sob escolta, dentro dos protocolos de sua atual condição de preso domiciliar.

Cirurgia planejada
Sob medidas cautelares restritivas, a liberação de Bolsonaro para o hospital dependia de autorização expressa do STF. A defesa protocolou o pedido a duas semanas atrás e endoçou a solicitação por meio de laudos médicos que atestavam a necessidade de intervenção cirúrgica, alegando que a condição que poderia piorar.
Segundo o médico Alexandre Firmino Paniago, Bolsonaro tem lesões crônicas no manguito rotador – articulação do ombro. Ele disse ainda em relatório médico que a cirurgia vai tratar sequelas oriundas de problemas de saúde anteriores.
Liberado na última semana de abril pelo ministro Moraes, que é relator do processo do x-mandatátio, Bolsonaro teve o aval após análise do parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O ministro determinou na decisão que o retorno do presidente para prisão domiciliar, assim que receber alta médica e sob vigilância das autoridades policiais durante todo período de internação.
A prisão domiciliar do ex-presidente
Preso desde 22 de novembro de 2025, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em regime humanitário por condição de saúde delicada, desde março de 2026, concedida pelo Judiciário.
No entanto, a prisão é de caráter temporário e tem prazo estipulado de 90 dias, a contar do dia que iniciou. Ao fim do prazo, Moraes vai avaliar a manutenção com base em novos exames e relatórios médicos e decidir se prorroga ou não.
Neste regime de reclusão, Bolsonaro deve permanecer em sua residência em Brasília, e conforme a lei, é submetido a regras claras de cumprimento como restrição de visitas e com horários estipulados, e proibição do uso de redes sociais.
Até o fechamento desta reportagem, o hospital não havia emitido boletim médico detalhando ou se houve ou se houve contratempos durante a entrada do paciente na unidade.
