EUA dizem que primeiros navios mercantes cruzam Ormuz

EUA dizem que primeiros navios mercantes cruzam OrmuzDivulgação/Comando Central dos EUA

Dois navios mercantes dos Estados Unidos cruzaram o Estreito de Ormuz sob escolta militar, segundo o Comando Central dos EUA. A travessia marca a primeira passagem anunciada por Washington desde o aumento da tensão na região e indica tentativa de retomar o fluxo comercial na rota.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (04) em publicação oficial. Segundo o comando, as embarcações seguiram “em segurança” e já deixaram a área do estreito.

A operação faz parte do chamado “Projeto Liberdade”, iniciativa anunciada pelo presidente republicano Donald Trump para retirar navios comerciais da região e restabelecer a navegação.

De acordo com o comunicado, destróieres de mísseis guiados da Marinha dos EUA estão posicionados no Golfo e atuam diretamente na escolta. As forças também dizem que trabalham para “restaurar o tráfego” na via marítima.

Não há detalhes sobre a identidade dos navios, carga ou destino final das embarcações.

Travessia ocorre sob tensão militar

A passagem acontece em meio a relatos conflitantes sobre ações militares no estreito.

Mais cedo, autoridades iranianas disseram ter feito disparos para impedir a aproximação de navios de guerra dos Estados Unidos. O Comando Central negou que qualquer embarcação militar tenha sido atingida.

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O governo do Irã também determinou que navios comerciais só circulem com coordenação de suas forças armadas e fez alertas contra a presença de tropas estrangeiras na área.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de energia do mundo, conectando o Golfo Pérsico a mercados internacionais. Qualquer interrupção afeta diretamente o transporte de petróleo e gás.

Movimento ainda é limitado

Apesar da travessia anunciada, não há sinal de retomada ampla do fluxo comercial.

Empresas de navegação ainda não confirmaram retorno regular à rota. Também não há informação sobre novos comboios ou frequência das operações de escolta.

A ação anunciada pelos EUA indica um primeiro movimento, mas a circulação na região segue condicionada à segurança no estreito e à evolução do conflito.

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