
O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcado para esta quinta-feira (07), em Washington, teve participação direta do empresário Joesley Batista nos bastidores das negociações.
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Dono da J&F, holding que controla a JBS, Joesley ajudou na aproximação entre os dois governos num momento em que Brasil e Estados Unidos tentam destravar pautas comerciais e reforçar acordos estratégicos.
A reunião será realizada na Casa Branca e acontece depois de meses de conversas iniciadas ainda no começo do ano.
A pauta prevista inclui tarifas comerciais, cooperação na área de segurança, combate ao crime organizado e exploração de minerais considerados estratégicos.
Segundo a Reuters, Joesley participou da articulação política que levou ao encontro entre Lula e Trump. A agência informou que interlocutores ligados às negociações confirmaram a atuação do empresário na aproximação entre os dois lados.
Os Batista estão nos Estados Unidos nesta semana. Um avião da J&F deixou o estado do Colorado rumo a Washington na quarta-feira (06), ambas cidades estadunidenses, segundo dados de rastreamento aéreo citados pela Reuters.
Lula, Trump e os bastidores
As conversas entre os dois presidentes começaram ainda em janeiro, após um telefonema entre Lula e Trump.

Naquele momento, os governos discutiam principalmente tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Depois, a crise envolvendo Irã, Israel e forças americanas acabou esfriando temporariamente as negociações.
Nos últimos dias, porém, a articulação voltou a avançar.
Na sexta-feira (01), Lula e Trump voltaram a se falar por telefone. A conversa durou cerca de 40 minutos.
Segundo relatos de integrantes do governo brasileiro, o tom foi considerado amistoso. Trump teria demonstrado interesse em acelerar o encontro presencial.
Empresários ganharam espaço
A movimentação de Joesley Batista em torno da reunião mostra ainda mais o peso crescente de empresários brasileiros nas negociações internacionais envolvendo Washington.
A JBS mantém operações importantes nos Estados Unidos e possui forte presença no setor de proteína animal do país.
Controlada pela JBS, a Pilgrim’s Pride fez uma doação de US$ 5 milhões, quase R$ 25 milhões, ao comitê de posse de Trump em 2025.
A J&F não comentou oficialmente a atuação de Joesley nas conversas que antecederam o encontro entre Lula e Trump.
