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A batata virou a grande vilã do bolso dos consumidores em Presidente Prudente (SP). Em apenas um ano, o preço do produto mais que dobrou.
Segundo levantamento divulgado pelo Índice de Preços Toledo (IPT), a inflação da batata saltou de 49,94%, em maio de 2025, para 108,60% no mesmo período deste ano.
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O levantamento mostra um cenário de inflação muito mais agressiva nos alimentos básicos do que o registrado no mesmo período de 2025.
Nos supermercados prudentinos, o quilo do produto foi encontrado com variação de R$ 4,95 a R$ 15,49, uma diferença de R$ 10,54 entre o estabelecimento mais barato e o mais caro.
Em maio de 2025, para efeito de comparação, o teto do preço da batata não passava de R$ 8,99.
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Batata mais que dobra de preço em um ano e pesa no bolso dos consumidores na região de Presidente Prudente
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Cesta básica
A disparada dos preços reflete diretamente no custo de vida. O valor médio da cesta para uma família de quatro pessoas, que em maio do ano passado era de R$ 1.097,59, saltou para R$ 1.198,65 em maio de 2026, atingindo um pico de R$ 1.354,51 no maior acumulado registrado pelo índice.
A inflação mensal da cesta disparou de 0,68% (em 2025) para 7,07% (em 2026). No acumulado do ano, o cenário inverteu de -8,89% para uma alta de 29,85%. A variação média entre o maior e o menor preço encontrado para o mesmo produto nos supermercados da cidade subiu de 53,95% para 71,91% em um ano.
Além da batata, outros itens comuns na mesa do trabalhador pressionaram o orçamento em maio de 2026:
Tomate: +34,54%;
Sabão em pó: +32,85%;
Cebola: +29,69%;
Creme dental: +15,93%.
Cesta básica pesa no bolso dos consumidores na região de Presidente Prudente
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Por outro lado, o alívio na lista de compras veio de produtos como:
Farinha de mandioca torrada: -14,25%;
Arroz tipo 1: -11,74%;
Biscoito maisena: -9,59%;
Margarina: -7,43%.
Essa pressão generalizada nos alimentos consumidos em casa também foi confirmada nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A prévia da inflação oficial do país (IPCA-15) subiu 0,62% em maio, puxada principalmente pelo grupo de Alimentação e Bebidas (+1,38%).
Na rotina dos corredores dos mercados em Presidente Prudente, os consumidores relatam que o jeito é cortar itens ou deixar de comprar.
“Todo final de semana a gente compra uma batata para fazer com uma costela, uma carne ou uma maionese. Mas hoje a gente não tem mais condições. A batata está que nem outras verduras também. Tudo muito caro”, relatou o vendedor José Ailton Ribeiro.
Para a aposentada Aparecida Francisca da Silva, a situação não é diferente: “Eu comprava, mas hoje eu não compro mais”, desabafou.
Na rotina dos corredores dos mercados em Presidente Prudente, os consumidores relatam que o jeito é cortar itens ou deixar de comprar
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Tendência na Ceagesp
Para ajudar o consumidor a driblar a alta dos alimentos, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) divulgou um balanço com as tendências de compra para os hortifrútis na região.
Como alternativa para substituir a batata lavada, a cebola e o tomate, que aparecem na lista de compras desfavoráveis, a recomendação técnica é apostar em tubérculos e raízes que estão com preços mais acessíveis e favoráveis no momento, como a batata-doce rosada, a mandioca e as abóboras.
Confira a lista completa:
Tendência de Produtos no Ceagesp de Presidente Prudente
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