Chefe de escalas é investigada por receber parte do pagamento de plantões fantasma em hospital de MG


O prefeito de Rio Paranaíba, Adriano Alves, afirmou que colaborou com as investigações da Polícia Civil
Uma mulher, de 40 anos e nome não divulgado, que ocupava um cargo de chefia no Hospital Municipal Maria Conceição Fantini Valério, em Rio Paranaíba, no Alto Paranaíba, é investigada pela Polícia Civil por suspeita de comandar um esquema de inclusão de plantões fictícios nas escalas da unidade e receber parte do dinheiro pago aos servidores.
A investigação faz parte da operação ‘Plantão Fantasma’, realizada na segunda-feira (20). Durante a ação, a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão em Rio Paranaíba e Ibiá, recolhendo um computador, cinco pen drives e uma pasta com documentos administrativos que serão periciados.
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Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o prefeito Adriano Alves, afirmou que colaborou com as investigações da Polícia Civil e determinou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar para que os fatos sejam investigados na esfera administrativa. Veja o vídeo acima.
“Desde que tomei conhecimento da denúncia, coloquei toda a estrutura da Prefeitura à disposição da Polícia Civil, fornecendo documentos e informações necessárias para contribuir com as apurações”, diz a nota.
O crime
Segundo a investigação, a mulher era responsável pela elaboração das escalas dos profissionais de enfermagem e, aproveitando-se da função, determinava a inclusão de plantões que, na prática, não eram realizados.
Conforme a Polícia Civil, os servidores recebiam normalmente pelos plantões extraordinários e, depois, parte dos valores era transferida para a investigada por meio de operações bancárias.
Denúncia deu início às investigações
As investigações começaram após denúncias recebidas no início de julho. De acordo com o depoimento de uma testemunha considerada peça-chave no inquérito, o suposto esquema teria começado em outubro de 2024 e continuado de forma recorrente até 2026.
Ainda segundo a polícia, durante a apuração foram identificadas mensagens eletrônicas que indicariam orientações sobre a inclusão dos plantões e o posterior repasse dos valores. Os investigadores também constataram um aumento considerado atípico na quantidade de plantões extraordinários registrados para diversos servidores, em comparação com anos anteriores.
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Computador e documentos foram apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam um computador usado pela investigada, cinco dispositivos de armazenamento, como pen drives, e uma pasta contendo documentos administrativos relevantes para o inquérito.
Todo o material será encaminhado para perícia técnica em Patos de Minas, que ficará responsável pela análise dos equipamentos e documentos.
A Polícia Civil informou ainda que contou com apoio da atual administração da Prefeitura de Rio Paranaíba, que forneceu documentos solicitados durante a investigação.
As investigações continuam para esclarecer a participação de outros possíveis envolvidos, identificar a extensão do esquema e calcular o prejuízo causado aos cofres públicos.
Os policiais apreenderam um computador usado pela investigada, cinco dispositivos de armazenamento e uma pasta com documentos administrativos
Polícia Civil/Divulgação
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