
A Justiça condenou um homem acusado de matar o próprio enteado a 28 anos de prisão. O caso aconteceu em Taubaté, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. O menino tinha apenas dois anos quando morreu.
O padrasto, identificado como Igor Ortiz, foi condenado após um júri popular, realizado nesta última quarta-feira (22), que durou cerca de 12 horas. A pena total é de 28 anos, 9 meses e 16 dias em regime fechado, inicialmente.
Igor tem 23 anos, já está preso e segue cumprindo a pena. Ele também deve pagar 100 UFESPs (valor da Unidade Fiscal do Estado de São Paulo), que corresponde a R$ 3.842,00 em 2026.
Investigação
O caso foi registrado em fevereiro de 2025, no bairro São Gonçalo, e havia sido registrado como morte suspeita no início.
O menino foi levado para o hospital com lesões pelo corpo, não resistiu aos ferimentos e morreu.
O hospital acionou a polícia após perceber indícios de violência. De acordo com a Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, Igor passou a ser o principal suspeito após apresentar divergências no depoimento.
As investigações apontam que o autor matou e torturou a criança. O menino teve traumatismo cranioencefálico, além de outras diversas lesões pelo corpo.
Ainda segundo a Deic, o padrasto buscou ludibriar a investigação, inventando uma narrativa de acidente doméstico.
Juntos com a Polícia Científica, os investigadores também realizaram uma reprodução dos fatos. A reconstituição auxiliou a comprovação do crime.
Ainda durante as investigações, os policiais também apreenderam roupas da criança com manchas de sangue.
Igor foi preso em maio de 2025, três meses após o crime.
