
Donald Trump idealizou uma associação entre amigos, nomeado de Conselho da Paz, em busca de chancela para os ataques que pretende promover mundo afora – o Irã, ao que tudo indica, é só o próximo alvo.
Para isso o republicano contava com um ator importante: o Vaticano, comandado pelo conterrâneo Robert Prevost, o Leão 14. Não seria a primeira vez que a Igreja Católica endossaria absurdos.
Foi assim nas Cruzadas, convocadas pelo papa Urbano 2º, durante a Inquisição e a colonização das Américas. Sem contar o apoio a regimes como o de Francisco Franco, na Espanha e as vistas grossas sobre o genocídio de Ruanda.
Pois nesta semana o Vaticano anunciou que não fará parte do Conselho de Trump. Mais: deixou clara a sua perplexidade com os objetivos do colegiado, criado para competir (e esfacelar) as Nações Unidas.
O Papa Leão 14 foi firme em sua posição às vésperas do primeiro encontro do Conselho, em Washington.
Segundo a Igreja, “há pontos que nos deixam perplexos, questões críticas que precisam ser esclarecidas” (spoiler: não serão). A posição oficial é que, no âmbito internacional, cabe à ONU administrar situações de crise.
Leão 14 sabe que não passa de fachada a ideia de usar o conselho para reunir esforços na reconstrução da Faixa de Gaza. Este é só o pretexto para avançar em outros conflitos globais – sem que Trump pareça, como de fato pretende ser, um postulante a prefeito do mundo.
Para Trump, o apoio da Igreja teria mais valor do que qualquer outro estado-nação. Seria uma forma de legitimar absurdos e recolher louros, como se obedecesse apenas aos desígnios divinos.
O papa Leão 14 deixou claro que não se usa o Santo Nome em vão. Principalmente quando o plano é destruir para depois construir e encher os bolsos de dinheiro.
*Este texto não reflete necessariamente a opinião do Portal iG
