EUA confirmam queda de caça no Irã e iniciam resgate

Caças da Força Aérea americanaReprodução/Air Force USA

Os Estados Unidos confirmaram nesta sexta-feira (3) que um caça foi abatido dentro do território iraniano e que uma operação de busca e resgate está em andamento para localizar a tripulação. As informações são do The Wall Street Journal.

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Este é o primeiro caso conhecido de uma aeronave americana derrubada dentro do Irã desde o início da guerra, no fim de fevereiro.

Segundo uma autoridade americana, equipes foram mobilizadas logo após a queda para tentar resgatar os militares que estavam a bordo. Não há confirmação oficial sobre o estado da tripulação.

Do lado iraniano, a versão é de que o avião foi atingido por sistemas de defesa aérea ligados à Guarda Revolucionária.

Irã promete recompensa por captura

A televisão estatal iraniana afirmou que moradores seriam recompensados caso encontrem integrantes da tripulação americana e os entreguem vivos às autoridades.

Imagens que circularam em agências próximas ao governo iraniano mostram destroços que seriam do avião abatido, embora não haja confirmação independente sobre o material.

A divulgação dessas imagens e a oferta de recompensa aumentaram a tensão em torno do episódio, que marca uma nova fase no conflito.

Ainda nesta sexta, um navio cargueiro com ligação à Europa Ocidental conseguiu atravessar o Estreito de Ormuz. Foi a primeira passagem desse tipo desde que o Irã passou a restringir o tráfego na região.

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Também houve impactos em países do Golfo. Ataques recentes interromperam operações em uma das maiores unidades de processamento de gás dos Emirados Árabes Unidos, além de atingir instalações no Kuwait.

Segundo autoridades locais, houve incêndios em uma refinaria e danos a estruturas de energia e água.

Guerra já afeta logística e mobilidade na região

A guerra começou em 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Desde então, o conflito se espalhou e passou a atingir diferentes pontos do Oriente Médio.

Além dos confrontos diretos, o impacto já chega à logística global. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 20 mil trabalhadores marítimos estão retidos no Golfo Pérsico por causa da insegurança na região.

Enquanto isso, os Estados Unidos seguem reforçando presença militar na região. O porta-aviões USS Gerald R. Ford deve retornar à operação após passar por reparos, de acordo com o The Wall Street Journal.

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