Caso Tainara: Justiça manda a júri popular acusado de matá-la

Uma mulher de 30 anos teve as duas pernas amputadas após ser arrastadaReprodução/X (antigo Twitter)

A Justiça de São Paulo decidiu levar a júri popular Douglas Alves da Silva, de 26 anos, acusado de matar Tainara Souza Santos, de 30, após atropelá-la na Marginal Tietê, na capital paulista.

  • RELEMBRE O CASO: Mulher é arrastada e perde pernas na Marginal Tietê

A decisão foi tomada nesta segunda-feira (25), depois da fase de instrução do processo. Segundo o Tribunal de Justiça, 12 testemunhas foram ouvidas e o réu também prestou depoimento antes da conclusão desta etapa.

Douglas responderá por feminicídio e tentativa de homicídio. Agora, caberá aos jurados decidir se ele será condenado ou absolvido. A data do julgamento ainda não foi definida.

Durante o interrogatório, o acusado manteve a versão apresentada desde o início da investigação. Ele afirmou que o atropelamento não foi intencional e aconteceu após uma confusão com um amigo de Tainara, que teria o atingido com uma garrafa momentos antes.

A acusação sustenta outra narrativa. Para investigadores e Ministério Público, Douglas atingiu a vítima de forma deliberada e fugiu sem prestar socorro.

Suspeito de arrastar Tainara pela Marginal TietêReprodução

Se condenado pelo feminicídio, ele poderá cumprir pena superior a 20 anos de prisão.

O caso

Tainara tinha 31 anos, era mãe de dois filhos e voltava de um bar na madrugada de 29 de novembro quando foi atingida por um carro na Marginal Tietê.

Segundo a investigação, ela caminhava ao lado de um amigo quando Douglas avançou com o veículo.

Tainara Souza Santos, de 30 anos, morreu após amputaçõesReprodução/Instagram

Testemunhas relataram que a vítima ficou presa sob o carro e foi arrastada por vários metros. Imagens e relatos do caso provocaram forte comoção à época.

Socorrida em estado grave, Tainara passou por uma sequência de cirurgias. Os médicos precisaram amputar as duas pernas para tentar conter os danos provocados pelos ferimentos.

Durante semanas, familiares compartilharam atualizações sobre o estado de saúde da jovem. A mãe, Lúcia Aparecida da Silva, mobilizou campanhas de oração e passou a cobrar justiça publicamente.

Apesar dos procedimentos médicos, Tainara não resistiu às complicações. Ela morreu em dezembro, quase um mês após o atropelamento.

Com a morte da vítima, a investigação deixou de tratar o caso como tentativa de feminicídio e passou a enquadrá-lo como feminicídio consumado.

Douglas foi preso um dia depois do crime em um hotel na zona leste de São Paulo. Desde então, permanece detido.

Ao decidir pelo júri popular, a Justiça entendeu que há elementos suficientes para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. Agora, a palavra final ficará nas mãos dos jurados.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.